sexta-feira, 17 de março de 2017

PÁTRIA





O meu lugar é uma pequena aldeia por onde passa um pequeno rio sempre a correr.

O rio da minha aldeia sujou-se. Não tem metafísica.

Admito perante todos que não tenho aldeia.

Apesar do rio da minha não-aldeia estar poluído, nauseabundo e ser pardacento, eu não abdico da metafísica.

E gosto da ideia de ter uma aldeia,

com um rio que pode ser riacho desde que desague no mar, dá-lhe grandeza.

Essa é a minha condição fundamental, ter sítio, o resto são pormenores sem importância, como existir ou não uma aldeia com um rio ou não a atravessá-la.


E a metafísica.








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