Entendemo-nos tão pouco, Na necessdade de nos devermos entender tanto tanto. Numa guerra de amor os dois. Porquê? Só tinhamos uma oportunidade e sabiamos isso. Hoje. Na nostalgia da recordação de uma Londres longinqua, de nevoeiros cerrados, Onde te acompanhei numa doença. Doi-me o corpo de saudades tuas, Porque ouço os Genesis, que ambos gostávamos. Já vamos tarde. Julgava que estava já esquecido de ti. Hoje. Dois-me, miúdo que nunca te fizeste homem, nem eu.
O senhor Darwin, cão que me leva à rua todos os dias, é um cão nervoso e eu também. Se as condições estão de feição, passeamo-nos às voltas no Vale da Pipa. Ele mijando árvore sim, árvore não, eu, tentando nesses intervalos curtos, executar a minha caminhada japonesa, que li algures, ser a mais aconselhada a reformados, e não sei porquê. Como nem sempre a consigo levar a bom termo, ou porque as árvores estão demasiado próximas umas das outras, e ele está sempre a alçar a pata, ou porque se distraí e num virote me leva a tropeçar agarrado à trela por uma vontade súbita sua de correr que nem um demónio, há dias que o raio do cão me enerva ainda mais. Nada disto tem a ver com o facto de o senhor Darwin ter ou não tido uma relação de amizade com o Óscar, facto que será impossível de comprovar. Lindíssimo cão cujo garbo e assertividade no domínio do território (o seu território, o Vale da Pipa), e nestes casos o tamanho não quer dizer nada, punha em sentido o maricas do cão q...