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                     Estão todos convidados. Vamos falar de coisas.

Porquê?

  Entendemo-nos tão pouco,  Na necessdade de nos devermos entender tanto tanto. Numa guerra de amor os dois. Porquê? Só tinhamos uma oportunidade e sabiamos  isso. Hoje. Na nostalgia da recordação de uma Londres longinqua, de nevoeiros cerrados, Onde te acompanhei numa doença.  Doi-me o corpo de saudades tuas, Porque ouço os Genesis, que ambos gostávamos.  Já vamos tarde. Julgava que estava já  esquecido de ti. Hoje. Dois-me, miúdo que nunca te fizeste homem, nem eu.
  O senhor Darwin, cão que me leva à rua todos os dias, é um cão nervoso e eu também. Se as condições estão de feição, passeamo-nos às voltas no Vale da Pipa. Ele mijando árvore sim, árvore não, eu, tentando nesses intervalos curtos, executar a minha caminhada japonesa, que li algures, ser a mais aconselhada a reformados, e não sei porquê. Como nem sempre a consigo levar a bom termo, ou porque as árvores estão demasiado próximas umas das outras, e ele está sempre a alçar a pata, ou porque se distraí e num virote me leva a tropeçar agarrado à trela por uma vontade súbita sua de correr que nem um demónio, há dias que o raio do cão me enerva ainda mais. Nada disto tem a ver com o facto de o senhor Darwin ter ou não tido uma relação de amizade com o Óscar, facto que será impossível de comprovar.   Lindíssimo cão cujo garbo e assertividade no domínio do território (o seu território, o Vale da Pipa), e nestes casos o tamanho não quer dizer nada, punha em sentido o maricas do cão q...
Revelar-vos-ei as feridas da separação do coração fechado num vício, mas contente por vos ver seguir o vosso caminho, fazerem escolhas mas de vez em quando olhem para trás! Não tragam dor a quem vos ama e continuem a construir perfeitas, ainda que invisíveis, cidades em miniatura... AlessioBrandolini

Eram duas, um pelo menos era hippie e lia um livro

  Ontem, sentado na esplanada e mimetizado por outros utilizadores presentes nesse espaço a essa hora, e nenhum, que me tivesse apercebido interessado no que a seguir relato, vi duas mulheres lendo, enquadradas na vegetação. Creio que eram duas, não posso garantir, a minha posição relativamente a elas, não era a melhor. A princípio desconfiei, mas dei o benefício de perceber antes de lançar um anátema, que é pior que um perjúrio. À parte a parte toda nas cadeiras das esplanadas e os bancos residentes dos jardins, as outras mulheres e os outros homens que preenchiam os lugares, sentados os seus corpos neles, não liam e nem sequer falavam. As pessoas falam muito pouco com os outros. Julgam que o fazem, mas falam ininterruptamente para si mesmas para não ter de ouvir os outros. As pessoas presentes nesse momento neste espaço de lazer da cidade, faziam o que normalmente fazem todas as pessoas orientadas: organizam a sua vida, os contactos e o lazer, auxiliados pelos telefones portáteis...