sexta-feira, 9 de setembro de 2016

DA INUTILIDADE DOS MUROS





A parede de um muro tem dois lados, não há volta a dar. Não há muros de uma só face, todos têm o lado de dentro e o de fora.

Fazem falta as paredes? Sim, para proteger das intempéries.
As paredes são fortes para não serem derrubadas, são altas para que não se possam saltar. Fortes e altas é bom se protegerem das intempéries.

Não sendo nestas situações, não se vê nenhum interesse na construção de muros com outros propósitos.
São inúteis e como tal aberrações.

Paredes no meio de nada ou a cortar caminhos, impedindo o acesso a um dos lados, ou aos dois, são ideias redundantes. Podem permanecer de pé interminavelmente, à custa de um poder qualquer exterior, mas continuam redundantes e é bom que saibam que se sabe disso.

Podem-se rodear rios, montes, vales, ilhas, praticamente tudo, com muros de grandes paredes, pintadas ou não. Pode-se mesmo confinar o mundo a viver emparedado.
Mas o pensamento não, e mesmo que se conseguisse, bastaria escapar um para tornar os muros ridículos e dar-lhes cabo da reputação.

Assim que não vale a pena construí-los se o que se quer preservar for o bem-estar, a qualidade de vida, a harmonia e as doses homeopáticas de felicidade que fazem um homem feliz. Basta deixar os campos abertos, sem obstáculos, e a livre circulação  com o tempo, vai encarregar-se de pôr os passantes em sintonia.

Não construam mais muros, não vale a pena.

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