Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de 2026

O DIA

  A noite que entra anuncia um dia radioso Nesta noite estamos alerta. Nas esquinas, nas quelhas, nos becos sem saída, ciciam vozes. Algo está para acontecer. Sons metálicos de carros que não são como os nossos, soam, chiam e passam por baixo das janelas. A rua, as paredes, os muros dos jardins, vibram. Habituados que estamos por medo, a nunca abrir as portadas, só imaginamos maus augúrios. Podemos estar a imaginar mal. Quando a madrugada acender ainda timidamente as luzes do novo dia as vozes deixarão de ciciar. Do nada, sem aviso, sem que se esperasse, organiza-se espontaneamente uma festa nas ruas, empunham-se flores como se fossem armas, o povo ainda estremunhado porque acabado de despertar, não sabe bem o que é, mas aceita a alegria, porque estava muito necessitado dela. Estás prestes a nascer o dia do futuro, e pelo que se apresenta, parece promissor. Acreditamos num futuro melhor, não temos outra saída.

2 dias para Abril

  Quando a opacidade turva a transparência, cegamos todos, vendo não vendo. Aí, oportunos os “messias” entram em palco, estapafurdiando promessas e mezinhas, que todos gostamos de ouvir. Enganados por nós próprios, sempre na febre do conforto pessoal, achando muito trabalhoso o acto de pensar. A palavra deve soar mais alto que o sibilo agudo do chicote, o rasgar da trajectória de uma bala. Se assim não acontecer, a existência transforma-se num caminho de dor e desalento. Mas, para que a palavra soe é preciso ser movida pela coragem, dizê-la de peito aberto. Nem sempre as maiorias têm razão, ou tino. Na lei do chicote e da bala, os néscios infantilizam com o trovejar dos medos e das subserviências. O jardim continua cheio de flores, não as deixemos murchar.

5 dias para Abril

 

6 dias para Abril

 

7 dias para Abril

 

8 dias para Abril

 

9 dias para Abril

 

10 dias para Abril

 
                     Estão todos convidados. Vamos falar de coisas.

Porquê?

  Entendemo-nos tão pouco,  Na necessdade de nos devermos entender tanto tanto. Numa guerra de amor os dois. Porquê? Só tinhamos uma oportunidade e sabiamos  isso. Hoje. Na nostalgia da recordação de uma Londres longinqua, de nevoeiros cerrados, Onde te acompanhei numa doença.  Doi-me o corpo de saudades tuas, Porque ouço os Genesis, que ambos gostávamos.  Já vamos tarde. Julgava que estava já  esquecido de ti. Hoje. Dois-me, miúdo que nunca te fizeste homem, nem eu.
  O senhor Darwin, cão que me leva à rua todos os dias, é um cão nervoso e eu também. Se as condições estão de feição, passeamo-nos às voltas no Vale da Pipa. Ele mijando árvore sim, árvore não, eu, tentando nesses intervalos curtos, executar a minha caminhada japonesa, que li algures, ser a mais aconselhada a reformados, e não sei porquê. Como nem sempre a consigo levar a bom termo, ou porque as árvores estão demasiado próximas umas das outras, e ele está sempre a alçar a pata, ou porque se distraí e num virote me leva a tropeçar agarrado à trela por uma vontade súbita sua de correr que nem um demónio, há dias que o raio do cão me enerva ainda mais. Nada disto tem a ver com o facto de o senhor Darwin ter ou não tido uma relação de amizade com o Óscar, facto que será impossível de comprovar.   Lindíssimo cão cujo garbo e assertividade no domínio do território (o seu território, o Vale da Pipa), e nestes casos o tamanho não quer dizer nada, punha em sentido o maricas do cão q...
Revelar-vos-ei as feridas da separação do coração fechado num vício, mas contente por vos ver seguir o vosso caminho, fazerem escolhas mas de vez em quando olhem para trás! Não tragam dor a quem vos ama e continuem a construir perfeitas, ainda que invisíveis, cidades em miniatura... AlessioBrandolini