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2 dias para Abril

 


Quando a opacidade turva a transparência, cegamos todos, vendo não vendo.

Aí, oportunos os “messias” entram em palco, estapafurdiando promessas e mezinhas, que todos gostamos de ouvir.

Enganados por nós próprios, sempre na febre do conforto pessoal, achando muito trabalhoso o acto de pensar.

A palavra deve soar mais alto que o sibilo agudo do chicote, o rasgar da trajectória de uma bala.

Se assim não acontecer, a existência transforma-se num caminho de dor e desalento.

Mas, para que a palavra soe é preciso ser movida pela coragem, dizê-la de peito aberto.

Nem sempre as maiorias têm razão, ou tino.

Na lei do chicote e da bala, os néscios infantilizam com o trovejar dos medos e das subserviências.


O jardim continua cheio de flores, não as deixemos murchar.


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