Quando a opacidade
turva a transparência, cegamos todos, vendo não vendo.
Aí, oportunos os
“messias” entram em palco, estapafurdiando promessas e mezinhas, que
todos gostamos de ouvir.
Enganados por nós
próprios, sempre na febre do conforto pessoal, achando muito trabalhoso o acto
de pensar.
A palavra deve soar
mais alto que o sibilo agudo do chicote, o rasgar da trajectória de uma bala.
Se assim não
acontecer, a existência transforma-se num caminho de dor e desalento.
Mas, para que a
palavra soe é preciso ser movida pela coragem, dizê-la de peito aberto.
Nem sempre as
maiorias têm razão, ou tino.
Na lei do chicote e
da bala, os néscios infantilizam com o trovejar dos medos e das subserviências.
O jardim continua
cheio de flores, não as deixemos murchar.

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