terça-feira, 22 de abril de 2014

Abril




Se há um mês que gosto, é Abril.

As últimas águas limpam os céus das invernias e dos dias tristonhos.

As temperaturas amenas, descongelam-nos e abrem  sorrisos .

Abril anuncia a transformação: saímos da caverna para dar a cara à luz vibrante dos dias.

Somos muito mais felizes neste mês, falamos mais despreocupadamente com os outros, partilhamos passeios e fins de dia, flauteamos por aí.

No inicio do mês ainda estamos um pouco aturdidos com tanta luz, habituados que estávamos a longos meses de trevas escuríssimas. Mas em passando o calendário, vamo-nos aligeirando, pondo-nos mais à vontade.

Já apetece por uma flor ao peito , porque as há  viçosas e coloridas nessa época.

E lá vamos, inchados de contentamento, calcorreando as ruas e as vielas, sem norte fixo, mas com um prazer ingénuo.

Andamos a passear a flor do peito, que nem lordes, na ausência de peso, privilégio dos homens livres.

Vamo-nos encontrando aqui e acolí, todos com elas na lapela, lampeiros e vaidosos, e na verdade, acenamo-nos agora uns aos outros com a maior das facilidades.

Odeio os Invernos, porque são monótonos e previsíveis e entranham uma humidade que tolhe os movimentos.

Agora sim, pode-se respirar!

Seria a maior das parvoíces não nos impormos todos e de uma vez por todas à hora de verão. È uma coisa bastante simples, basta termos alguma atenção e não deixar que os relógios se atrasem, ou parem, o que seria ainda pior.

Vêmo-nos na quinta ao fim do dia, para o passeio do costume?


Até lá que me apetece rever-te.

Traz outro amigo também.

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