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A mostrar mensagens de julho, 2026

Está uma árvore plantada no meu bairro.

   Quando era miúdo – de corpo fui sempre -, ganhávamos tempos incontáveis em jogos de apanhada, corríamos ao seu redor dando voltas e voltas à volta dela. Então, não nos dávamos conta dos outros residentes dessa árvore que bem podia ser, que o é, uma oliveira. Os passarinhos que nela pousavam para descansos do seu bater de asas, ou que fizeram dela a sua residência permanente, com os seus chilreios de muitas melodias simples, não conseguiam gritar mais do que nós, em interjeições, em risadas, em impropérios infantis e inconsequentes.  Quando cresci um pouco mais da minha miudeza, mas continuando ainda assim esguio, fiz juras de amor caladas e outras ditas, a troco de um beijo que me explodisse em emoções ainda não sentidas e sulquei no seu tronco robusto e enrugado, com um canivete que o meu avô me ofereceu, corações com duas iniciais. Não sei quantos, mas foram alguns. Jamais revelarei esses nomes, são o que resta de uma intimidade que aconteceu um dia.  ...