Há dois tipos de heróis: os de banda desenhada e os verdadeiros. Dos últimos, podemos dizer que há poucos: são muitos os inventados pelas pessoas que não conseguem viver sem um guia ou um deus que os encaminhe nos rebanhos; e os que são discretos, cumprem o papel que a existência lhes deu, e assim ser realizam e fazem-nos, ainda crer na humanidade. Somos um país pequeno e por consequência desse facto, temos muito poucos heróis que encaixem nesta última categoria. Mas temos, e a quantidade não é critério. Um dos maiores heróis que temos é Gustavo Carona Seriam poucos os adjectivos elogiosos para descrever a profundidade e complexidade deste homem simples. E o Gustavo não gostaria de ser “engraxado” publicamente por um anónimo que habita uma minúscula povoação interior no centro do país. Pelo que vamos dizer somente que Gustavo Carona devia (é) o exemplo de um herói genuíno. Pelo seu carácter, pelo seu objectivo existencial, pelo imenso Bem que faz, pelo seu humanismo, pela superação da ...