domingo, 10 de dezembro de 2017

CIDADE DE DEUS, TERRA DOS HOMENS






Nas terras dos homens, os deuses servem os pretextos das guerras.

Não por eles, inofensivos, pacifistas, usados a contragosto.
Os deuses não castigam nem permeiam. Criaram a criação e continuam nas suas vidas sem pecado.

Entre si dão-se bem, visitam-se, convivem, todos primos e chegados.

São os homens, que congeminando argumentos falsificados, usam os nomes dos deuses – os nomes que eles acham serem os nomes dos deuses – para se porem uns contra os outros e fazerem a guerra.

E não há inocentes, são os culpados e não têm desculpa por serem crédulos, ou patetas, ou simplesmente desprendidos das coisas politicas do mundo.

Os homens não se podem desresponsabilizar das coisas do mundo.

São eles que aceitam vindos das suas tribos, os inquinados e de vontades venenosas, que se aproveitam da dormência dos outros para envinagrarem o caos no mundo, local que já de si tem essa tendência de personalidade.

Aproveitam-se porque têm interesses e fazem do mal a banalização do mal.

A cidade de deus foi posta a arder, para gáudio dos pirómanos que assistem ao espectáculo nas varandas amplas e bem sentados.


Está mais difícil andar na rua só para gozo de uma boa aragem, ou uma réstia de sol caloroso de fim de dia.


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