domingo, 12 de novembro de 2017

O SENHOR M






Andamos às voltas com o relato, o mais fidedigno que se pode e em esforço, do senhor M, um homem que é conforme da maior das considerações e que merece ser relatado apropriadamente. Por nada de especial mas porque todos os senhores e senhoras correndo o alfabeto dos nomes, merecem a homenagem de estarem vivos ou de já terem estado nessa situação, e uma homenagem é um acontecimento bonito porque a história do viver não é fácil de contar nem ela mesma de se  viver ao vivo.

Assim, já sabem que o senhor M gosta de apanhar sol e fumar cachimbo. De ler, igualmente. O que ainda não sabem, mas espera-se vir a contar, é que ele já foi um homem muitíssimo enxuto, e chegou mesmo a embevecer duas ou três (foram três) bailarinas de tango. Não por ter sido um grande dançador, mas porque os trejeitos de volta que ele punha na dança, deixava-as desconcertadas, na dúvida de se seria realmente um grande bailarino desalinhado, ou um homem com outros potenciais.

Era isso, teve na sua mão pelo menos três bailarinas de primeira água, e desprezou-as porque se distraiu com os potenciais.

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