quarta-feira, 19 de julho de 2017

VIOLENTAMENTE






Desejo que me beijes violentamente
Porque eu não sei como chegar a ti
E beijar-te violentamente.
O que queria,
Mas não arrisco.
Não ia resistir a num movimento brusco de rejeição,
E perder numa oportunidade,
As poupanças de esperança acumuladas no meu depósito
Do futuro.
Quem vou amar depois de ti?
Que nunca oficializámos, nem o faremos,
Já que este desvario de paixão antecipada,
Nunca passou dos limites da minha cabeça,
Hoje ao almoço,
Quando entre o panado de frango,
Olhava para ti na mesa em frente
E imaginava que te iria beijar violentamente,
E tu perdida.






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