quarta-feira, 5 de julho de 2017





Arfar, ofegante arfar do peito.
Em instantes dá-se a suspensão da respiração.
A acontecer na fina superfície da pele epiderme,
Que reveste o corpo,
Com todas as histórias individuais que traz consigo.
Anelando uma mão desconhecida, que quer conhecer,
Dedos finos, compridos, sensíveis.
Que a toquem,
Com a maior das ternuras do desejo.
Deseja dedos competentes e sinceros,
Só aflorando, leve, levemente,
A pele que agora já os espera com ardor.
Na ideia de usufruir toda a qualidade de carícias:
Decentes, indecentes e obscenas.
Tudo isto se imagina,

Num peito a arfar.


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