quinta-feira, 20 de abril de 2017

O BEIJO








O rigor matemático que se exige num beijo para se atingir os mesmos níveis de emoção de um míssil que alcança a estratosfera enquanto o diabo esfrega um olho, obriga a capacidades diferenciadas: ser bom aluno das matemáticas dos beijos bem dados e aguentar sem falência cardíaca fulminante o impacto do amor, comparado com a projecção a uma velocidade vertiginosa de um projéctil na direcção desembestada do fim do mundo, nome que alguns damos ao infinito do espaço sideral.

Reunidas as condições, um bom beijo é quase a melhor coisa do mundo.


Um beijo para ti, outro. 

Dá-me um tu.




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