terça-feira, 11 de abril de 2017

DO AMOR

Amante com um grande potencial por realizar e 
não se percebe porque ainda não teve sucesso.



O amor é o tema mais empolgante dos ritmos do coração, os outros são obrigações de músculo.

O amor é uma ponte suspensa – um cabo de aço tenso – entre a suposição e a realidade.

Permite dois caminhos bi-unívocos.

Não há bons nem maus funambulistas, ou os candidatos se equilibram e não mergulham de cabeça no grande vazio, ou o mergulho é o desfecho esperado, sem que se saiba, para não desmoralizar os equilibristas quando dão o primeiro passo.

É no pingue-pongue dialético do amor-desamor que nos atrapalhamos a todos os momentos. É o mais complexo dos desafios e não é controlado pela cabeça - dito a frio para que fique dito.

Continuando: é nos ângulos das ruas que se chamam esquinas de amor-desamor (que pode ser júbilo-abandono) que tiramos as medidas à vida, fazemos bainhas, às vezes ficam curtas.

Pode-se optar por ver televisão.

Nas influências do amor pairamos nas nuvens ou sentimo-nos miseráveis,

Indiferença é uma palavra que não encaixa: um truque dos débeis para se acariciarem a si mesmos.

É sobre este tema enciclopédico que estamos continuamente a ir a exame, uns com nervos outros desleixados.

Disciplina que se estuda a vida toda.
Não há outro assunto mais sério, nem piada mais bem conseguida. Exige mais conhecimentos do que o futebol.

Amor, dóis tanto!

Amor, gosto tanto!


Amor, urticárias-me tanto!



1 comentário:

  1. Estava mesmo a esperar "o amor" a ser revelado aqui, com suas consoantes e vogais. Belo texto, como sempre.

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