quinta-feira, 30 de março de 2017

MELANTROPO (palavra inexistente)





É esta sensibilidade que queima.
Doí muito mas não é dor, é um diferente com que nos habituamos a viver. 
Não passa com analgésicos. Não é sensibilidade aos elementos, não é uma alergia.
É um síndrome em abstracto. Sintomas como fogo-de-artificio, encadeados para embelezar o espectáculo dessa não dor que doí tanto.
Inquietações.
Desassossegos intrínsecos.
Tristezas suaves, tão leves que não turvam a continuidade da vida, mas fincam-se para a amargar. 
É a crista dos dias, com abertas de sol, 
por aí numa esplanada de olhos fechados a ver a vastidão inebriante do céu, imaginando- a que a sabemos de cor.

E o que vos amo, que completa tudo!


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