segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

DIAS FELIZES, TODOS.






Lamento mas este Natal tenho pouco para vos dar, pouco mais que o desejo de um bom dia, voto que faço no apogeu e no desfecho dos dias dos anos que passam, enquanto por cá andarilhamos.

Não tendo nenhum voto em especial e específico só para o Natal. Não vos auguro mais só por ser Dezembro. As religiões, não me meto com elas - evito equívocos - por isso não comemoro as efemérides de nenhuma.

Tenho como garantido que não vos esquecerei no dia 26  mais do que vos vou esquecendo habitual e desastradamente ao longo do ano, deveria era lembrar-me mais, sempre!

Nem vos saúdo mais efusivamente durante esta semana, porque de repente me lembrei que existem.

Não me parece educado arrumar contas de bom e sincero amigo, enviando por correio um cartão cheio de purpurinas cintilantes, ou escrevendo à pressa uma mensagem esfarrapada, rebuscada, presumida, acompanhada por uma imagem piegas, repetida por todos os que andam distraídos, nos faces ou nos depósitos dos sms e emails que entopem a comunicação que realmente importa.

Lamento mas não tenho presentes para vós, não gasto dinheiro para atafulhar-vos de inutilidades para depois andar a pagar prestações infindáveis de cartão de crédito inflacionado.

Prefiro gastar as notas, almoçando ou jantando, ou até mesmo tomando um bom copo de vinho, numa esplanada virada ao mar, absorvendo um fim de dia esplêndido e actualizando conversas.

Essa festa proponho que façamos durante todo o ano, podem ser os nossos natáis, muitos, e repetidos. São as comemorações que mais gosto. Espontâneas e civis.

O bacalhau,as couves e as filhoses deixaram de me interessar, não mais do que me interessam esporádicamente, e para as degustar não sou obrigado a ter data marcada.

Árvores dentro de casa, prefiro-as no exterior, são mais amplas, apreciam-se melhor. Quanto às luzes a piscarem, incomodam-me – não me deixam ver afincadamente a novela – e consomem electricidade, um bem ridiculamente caro.

Sonhos, esses, é que não podem mesmo obrigar-me a consumi-los com agenda marcada. É quando os quero - uso e abuso - independentemente do seu teor calóríco, que estou-me pouco borrifando para isso.

Não tenho cotas de consumo dos sonhos, quantos mais, melhores.

Posto isto, resta-me desejar-vos a continuação de dias soalheiros, vividos até à exaustão, consumidos com os requintes do prazer de viver, também ao lado dos amigos.

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