terça-feira, 22 de abril de 2014

Cordeiro de Deus



O cordeiro de deus , cabrito com que comemoramos a páscoa.

Sacrifício como júbilo da ressurreição.

É muito bom, cozinhamo-lo bem, e dessa forma comemoramos uma tradição.

Na mesa, os miudos e os graúdos, não atribuem simbolismo à refeição.

Simplesmente comem com gosto.

Este ano foi diferente.

Os restaurantes tinham reservas feitas com antecedência – mesmo para homenagear o renascimento temos que marcar lugar – e a família, que nisto de datas não perde pitada, recebeu a bênção do jejum num restaurante paquistanês.

Somos todos filhos de deus!

Deram-se alvíssaras com as chamuças, o nan, a tikka masala.

Neste almoço de Páscoa, deu-se o renascimento da família, com muito Amor.

Conheci hoje a minha nova sobrinha, também do meu sangue, quatro anos, linda, a futura mulher mais encantadora do mundo!

O seu novo avô, alheado da vida no cansaço da rotina absurda dos comprimidos, descompôs-se  num sorriso que já não se lhe via desde a sua infância.

Foi este o milagre simples da nossa comunhão.

Deus existe.


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